Oi meninas!!! Tudo bem???
Hoje estou estreando meu primeiro post no Doces Curvas.
Espero que vocês gostem ;)
Sempre que entro
em algum lugar, observo a Acessibilidade e a Ergonomia.
Então, vocês devem estar
se perguntando: E o que eu tenho a ver com isso?Tudo. Afinal, tudo que o homem criou teve ou
deveria ter um projeto, estruturado de acordo com as necessidades das pessoas a
quem se destina. Sejam elas, dos mais variados Estilos, Classe Social, e de
diferentes Culturas.
Já tive a péssima
experiência de ficar na primeira fileira do cinema. Aquilo é horrível! Saí do Cinema com dores nas costas, e me perguntando: Isso foi o melhor que eles
conseguiram? Puxa! Não foi de graça, e ainda foi desagradável! Eu deveria ter me
sentido bem depois do filme, só que minhas expectativas forma frustradas por um erro de Projeto!
Também, ainda é latente em
minha memória, a primeira vez em que estive em uma cadeira de rodas. E para
minha surpresa, dentro do hospital em que eu me tratava, indo a minha consulta de
pós-operatório, fui tomar café... só que tive que tomar ao lado de fora da lanchonete, pois
ao tentar entrar, assim como as outras pessoas fazem, eu não pude! Simplesmente
porque naquele lugar tinha mesas impedindo a passagem da cadeira, e não havia
uma área destinada a cadeirantes. Triste, frustrante mesmo, mas isto faz jus a
nossa realidade no Brasil. E não é muito diferente do que tenho
visto em Lojas, Teatros, Museus, Cinemas, Parques, etc.
Ainda hoje, a falta de
Acessibilidade, Mobilidade, Usabilidade e Ergonomia, são assuntos pouco discutidos pela Sociedade, portando, com soluções isoladas.
Bons profissionais lutam
diariamente para assegurar que você tenha suas necessidades mais básicas
garantidas, em espaços Públicos e Privados. Mas, ainda estamos longe de ser um país Acessível!
Assim, como eu me senti
mal naquele dia, todos os dias pessoas acima do peso, ou com redução de mobilidade
sofrem com o preconceito e a limitação imposta pela Sociedade.
Há algumas semanas, vi
o compartilhamento de uma imagem, que me deixou sem palavras! A mesma fazia
alusão ao preconceito descarado, tendo um homem gordo sentado na poltrona de um
avião. Como se já não fosse desagradável ter que ficar apertado
em uma poltrona durante uma viagem, ou
ter que pagar a mais por um mínimo de conforto! A pessoa ainda é exposta ao
preconceito! Então, o “Gordinho” vira motivo de piadas infinitas.
Senti tanto nojo
daquela imagem e daquela FanPage, que no mesmo momento cancelei a assinatura
dos Posts.
Agora, eu pergunto a você leitora: Você já se
sentiu Limitada, Excluída ou até mesmo foi Humilhada e Exposta por pessoas
preconceituosas?Se sim, o que você fez?
Como devemos agir para que as pessoas abram a mente, mudem sua
forma de pensar e comecem a se colocar no lugar do outro?
Porque nosso Silêncio, não
trará nenhuma solução, tão pouco uma mudança de atitudes!Limitar o Acesso é EXCLUIR! Deixo aqui minha crítica e tamanha indignação!
Beijos e até o
próximo Post!

5 comentários:
Postagem ótima, afinal de contas somos privados de diversas coisas em virtude da falta de acessibilidade...eu mesma, fiquei um tempão sem pegar o transporte coletivo, por causa das malditas catracas, que quase não cabem uma pessoa magra, quanto mais pessoas obesas...foi mto frustrante quando me machuquei ao forçar e tentar passar por uma...agora eu pago a passagem, giro a catraca com as mãos e desço pela porta da frente, mais é ruim, as pessoas ficam olhando, como se fosse coisa de outro mundo :/ E há os cobradores mal informados...uma única vez um deles disse que eu estava proibida de descer pela porta da frente, pensa numa pessoa que surtou?Falei pra ele então pra que serve esse adesivo colado atrás de vc?Me referindo ao desivo que tem em todos os onibus dizendo na NÃO OBRIGATORIEDADE de pessoas obesas,grávidas ou deficientes,de não passar pela catraca....mais qdo cheguei em casa chorei mto, me senti mto mal!
Senti saudade e vim te ver!
Beijos :*
Nos olhos de quem viu
Karlla sofro preconceito em dose dupla sou negra e sou gorda eu revido grito esperneio enfim já fiz tudo hoje eu simplesmente processo se tiver qualquer indicio que estou sendo tratado com preconceito eu aciono os meus direitos legalmente acho que o ser humano aprende mais quando doí no bolso e é isso flor .
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Nice blog, u have!
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Olá Cynthia!
Obrigada pelo retorno!
Acredito que estamos no caminho certo, mas ainda precisamos informar as pessoas, seja ao ver ou vivenciar uma situação como a sua no transporte público e esclarecer seus direitos de acessibilidade e de tratamento digno.
Outra forma de mudar essa visão das pessoas, é recomendar mudanças de projetos aos próprios fabricantes. É sempre bom propor melhorias. E apesar disso ainda não ser comum em nossa cultura, algumas empresas gostam de ouvir seus consumidores e procuram reprojetar para atendê-los melhor.
Espero continuar colaborando através dos próximos posts.
Grande abraço!
Aline Apolinário Araújo
www.docescurvas.com
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